Theodore Kaczynski

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Foto: George M. Bergman Licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 2.0 Alemanha |https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/de/deed.pt Original: https://opc.mfo.de/detail?photo_id=5349

Theodore Kaczynski licenciou-se na conceituada Universidade de Harvard em 1962, integrando de seguida o corpo docente da Universidade de Michigan onde obteve o seu mestrado (1964) e o seu doutoramento (1967) em Matemáticas, sendo-lhe atribuído o Galardão Myers Para Melhor Dissertação do Ano. Entre 1967 e 1969 transita a professor assistente na Universidade da Califórnia, demitindo-se para surpresa dos seus pares e mudando-se para uma cabana no Montana, onde aprende técnicas de sobrevivência e vive de modo primitivo e autossuficiente como agricultor biológico, caçador e recolector.

Nesta cabana começa a redigir “A Sociedade Industrial e o Seu Futuro” e a construir bombas artesanais que, entre 1978 e 1995, envia a administradores de empresas de tecnologia bem como a académicos que estudam avanços científicos e tecnológicos, prometendo dar por terminados os seus atentados caso algum órgão de comunicação social de massas publique a sua obra, que ficará conhecida como “O Manifesto do Unabomber” e que inspiraria séries como “Manhunt: Unabomber” (2017) e a longa metragem “Ted K” (2021).

Theodore Kaczynski considerou que o modo mais eficaz de mandar abaixo o actual sistema tecno-industrial seria pela violência, tendo ferido 23 pessoas e causado a morte de outras três. Os seus métodos são veementemente repudiados por todo o espectro político e académico, mas o seu pensamento tem sido alvo de estudo tanto por parte de cientistas como Bill Joy (fundador da Sun Microsystems), filósofos anarquistas como John Zerzan (autor de “Futuro Primitivo”) e até de psiquiatras como Andrew Solomon (que o cita na sua obra mestra, “O Demónio da Depressão”). Na era da distopia dos algoritmos e do Metaverso, nunca a sua obra foi tão pertinente!

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