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Quarta-feira, Dezembro 7, 2022

Os 60 maiores erros da Invasão russa da Ucrânia

Os Nossos Autores

João Bernardo

Theodore Kaczynski

Homens armados com uniformes e sem insígnias a bloquear uma unidade militar da Ucrânia na Crimeia a 9 de Março de 2014.

1. Permitir que o comando supremo fosse dado a alguém como Putin.
2. Invadir a Ucrânia e não apenas o Donbass, os arredores da Crimeia e o sul da Ucrânia.
3. Dar à Ucrânia 8 anos para se armar e preparar para a invasão.
4. Esperar um mês na fronteira com os efeitos na moral das tropas, nos abastecimentos, durante o período do Natal em que normalmente estariam com as suas famílias e no extremo frio desta época nestas partes do mundo.
5. Permitir que se instalasse no exército uma cultura de corrupção que levou à venda de peças e componentes dos blindados em armazém.
6. Esperar que os ucranianos recebessem as forças invasoras como “libertadores”.
7. Proclamar que as sanções do Ocidente não teriam impacto na economia russa.
8. Permitir o uso por militares e pelos comandos de SIMs telefónicos de operadoras ucranianas.
9. Comunicar às tropas que iriam liderar a invasão de que esta iria ter lugar apenas alguns minutos antes dela começar.
10. Invadir a Ucrânia na época húmida o que criou vários atolamentos e engarrafamentos.
11. Soldados russos cavando trincheiras e recolhendo “lembranças” na floresta que rodeiam a central nuclear de Chernobyl.
12. Equipar as tropas de infantaria com armaduras corporais desactualizadas e ineficientes.
13. Não usar apenas comunicações encriptadas e comunicar a localização dos oficiais em linhas abertas e destruir as torres ucranianas de 4G de que dependiam os seus próprios equipamentos de comunicações cifradas.
14. Usar rádios não-encriptados de curtas distâncias nos primeiros dias da invasão e em comunicações com a aviação em acções de bombardeamento.
15. Usar massivamente blindados e camiões da década de 1970 e 1980
16. Não fazer acompanhar a evolução de meios blindados por infantaria apeada.
17. Não colocar no terreno uma quantidade de forças que fossem superior a pelo menos três vezes o exército ucraniano.
18. Acreditar que o exército bielorrusso iria participar na invasão.
19. Criar longas colunas de blindados, densamente agrupados e não providenciar o necessário abastecimento de combustíveis e peças.
20. Permitir que 90% das forças blindadas fossem compostas de T-72: um blindado da década de 1970 que deu muito más provas em conflitos como o do Iraque e da Síria.
21. Cometer vários crimes de guerra numa era de ubiquidade de câmaras de vídeo, redes sociais e quando todo o mundo está, literalmente, a ver.
22. Esperar pelo fim das Olimpíadas de Inverno para não hostilizar Pequim mas aguentar com solo húmido e difícil por essa razão.
23. Provar a incapacidade em manter abastecida uma linha de frente a apenas 370 Km das suas próprias fronteiras.
24. Não prever que as divisas russas no estrangeiro seriam congeladas pelo Ocidente.
25. Não preparar a quantidade suficiente de camiões de transporte de munições e abastecimentos para suportar uma invasão em grande escala.
26. Não pagar devidamente ou não pagar de todo aos seus soldados.
27. Agrupar várias colunas de tropas numa única coluna com 60 Km de extensão e depois deixá-la engarrafada e parada durante semanas numa estrada de via única.
28. Aterrar helicópteros pelo menos 15 vezes no aeroporto de Kherson para os ver destruídos, várias vezes, pela artilharia ucraniana.29. Usar artilharia nos arredores de centrais nucleares
29. Bombardear cidades ucranianas onde a população fala principalmente russo e continuar a acreditar que isso não teria impacto no seu apoio à invasão.
30. Permitir que colunas das suas próprias forças fossem bombardeadas pela aviação
31. Ir para a guerra depois de saber que os EUA e o RU enviaram grandes quantidades de mísseis anti-tanque e anti-aéreos para a Ucrânia.
32. Permitir que as mais altas chefias fossem constituídas por “Yes Man” de Putin.
33. Enviar generais para as linhas de frente para compensar o baixo moral das tropas, os problemas de comunicação e a cultura de falta de autonomia e iniciativa das chefias intermédias.
34. Enviar unidades de reconhecimento sem apoio e sem equipamentos de comunicação que possam usar rapidamente para pedir apoio.
35. Não destruir totalmente a aviação ucraniana nas primeiras horas da invasão como fizeram os EUA em todas as invasões e como fez Israel nas suas guerras contra os seus vizinhos árabes e como tentou fazer o Paquistão na sua guerra contra a Índia.
36. Permitir que os soldados se envolvessem acções de pilhagem, saque e violações.
37. Disparar artilharia com um tanque de ácido nítrico e não ter em conta que a direcção dos ventos iria levar a contaminação às suas próprias linhas.
38. Não recuperar os seus próprios mortos à medida que as tropas recuavam em torno de Kiev e preferir encher os camiões com bens saqueados a civis ucranianos.
39. Permitir que colunas mecanizadas tenham sido localizadas através da localização de AirPods furtados a civis ucranianos.
40. Ficar sem chaff/flares nas primeiras semanas da invasão.
41. Esgotar as munições de precisão nas primeiras semanas de invasão e fazer voar os pilotos a baixa altitude para bombardeamentos de tapete para que estes fosse mais precisos mas expondo-os aos ataques de mísseis antiaéreos de curto alcance lançados por infantaria.
42. Colocar na linha de frente os militarmente incompetentes “militares” de Ramzan Kadyrov.
43. No bombardeamento do navio almirante “Moskva” (afundado por dois mísseis Neptune) permitir que esse navio funcione com um radar que não é capaz de seguir mais do que um alvo de cada vez e deixar-se distrair pela aproximação de um drone Bayraktar.
44. Acreditar que a colocação de armações de madeiras em camiões de transporte de tropas e mantimentos é uma forma de os proteger contra munições e mísseis anti-tanque.
45. Permitir que Mariupol fosse abastecida por helicópteros sem perceber que se tratavam de helicópteros ucranianos.
46. Permitir que um jornalista russo indicasse a localização de uma coluna russa que depois foi atacada pela artilharia ucraniana.
47. Soldado que é perseguido por drone até à sua unidade a qual, depois, é destruída pela artilharia ucraniana.
48. Anunciar na televisão pública o tempo e o local de um navio de transporte de equipamento e abastecimento e depois vê-lo ser bombardeado no porto de Berdyansk.
49. Permitir que Ramzan Kadyrov filme mapas com localizações e movimentações de tropas sobre a sua mesa de trabalho e publicar esse vídeo no Tiktok.
50. Perder equipamento militar e fazer com que, agora, a Ucrânia tenha mais veículos blindados do que possuía quando começou a guerra.
51. Permitir que defensores russos da “operação especial” divulguem em canal aberto a localização da coluna que iria atacar Izyum e Kharkiv o que levou a que fosse destruída pela artilharia ucraniana.
52. Enviar tropas paraquedistas para aeroportos e esperar que sejam capazes – sem apoio – de lidarem com unidades ucranianas de Guarda Nacional preparadas e fortemente entrincheiradas há muitos meses.
53. Ameaçar a Finlândia se esta se juntar à NATO e criar depois todas as condições para que esta considere isso como imperativamente necessário para assegurar a sua própria defesa.
54. Enviar o navio almirante da frota do Mar Negro para dentro do raio de alcance dos mísseis anti-navio ucranianos.
55. Dispersar as suas tropas por várias colunas e frentes em simultâneo sem ter em conta as suas necessidades em abastecimento.
56. Acreditar que o governo e o exército ucranianos iriam colapsar nos primeiros dias da invasão.
57. Destruir a barragem junto a Irpine e permitir que o alagamento das terras dificultasse a progressão das suas colunas ao ponto em que estas se tornam um alvo fácil para a artilharia ucraniana.
58. Usar câmaras comerciais Canon como o principal equipamento fotográfico de drones.
59. Usar massivamente rações embaladas entre 2013 e 2015 e obrigar as tropas na frente a procurarem comidas nas habitações das cidades ucranianas.
60. Comprar pneus chineses de má qualidade e acreditar que isso não teria impacto na manutenção dos camiões que abasteceriam a linha de frente.

Rui Martins

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